Cuidando dos Cuidadores com Florais de Bach
Rondônia - Julho de 2008

 

Numa parceria entre a Healingherbs do Brasil, a Pastoral da Saúde, Projeto Padre Ezequiel e apoio da Associação Brasileira de Homeopatia Popular e Diocese de Ji-Paraná, foi promovido um encontro entre agentes de saúde de Rondônia.

O projeto nasceu de uma idéia de Irmã Marialva Oliveira da Costa, da Diocese de Ji-Paraná e Coordenadora Diocesana da Pastoral da Saúde.

O objetivo deste encontro era o de abrir um espaço aos Agentes de Saúde e a pessoas ligadas a movimentos populares, onde eles pudessem expor suas dificuldades e buscar soluções para sua harmonização e fortalecimento como indivíduos e, conseqüentemente, como cuidadores e profissionais.

Os facilitadores foram Carmen E. R. Coelho, terapeuta e facilitadora do Curso Aprenda a Usar os Florais de Bach - Healingherbs, Padre Joseph Dillon, e Luciana Chammas, diretora da Healing Essências Florais.

Foram meses de organização e preparo das atividades, para que os assuntos fossem abordados de uma maneira suave e lúdica. Através de oficinas, brincadeiras, danças, discussões e arte, refletimos sobre assuntos como tolerância, amor, saúde, auto-estima e auto-conhecimento, atitudes essenciais para relações humanas saudáveis e concretas.

Os temas trabalhados foram inspirados na filosofia e nos remédios florais do Dr. Edward Bach, médico inglês, que viveu no século passado e descobriu um sistema de cura, baseado em plantas silvestres, que aborda estados emocionais em desequilíbrio e sua conseqüente ação no corpo físico. Estes remédios são conhecidos por muitos agentes, por fazer parte de sua prática terapêutica.

Os facilitadores trabalhavam como provocadores/questionadores, deixando que o próprio grupo, através de reflexões e discussões, encontrasse soluções para transformar suas dificuldades pessoais e profissionais em experiências positivas.

Durante 15 dias, foram percorridas 6 cidades de Rondônia, todas sedes regionais da Pastoral da Saúde: Jaru, Ouro Preto D'Oeste, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Cacoal e São Miguel do Guaporé.

Público participante:
Ao todo, foram 280 participantes. Eram, na sua maioria, mulheres, grande parte morando na zona rural. São pequenos agricultores, que cuidam da terra, de casa, dos filhos e se deslocam, algumas vezes por semana, aos postos da Pastoral da Saúde, onde atendem pessoas de sua comunidade. Em sua prática terapêutica usam homeopatia, fitoterapia, chás de ervas medicinais, florais de Bach. São pessoas de grande sabedoria e sensibilidade. Possuem experiências de vida que as fizeram amadurecer rápido.
Vários depoimentos mostraram que muitos destes agentes começaram seu trabalho depois de uma enfermidade em si mesmo, ou na família. A enfermidade os levou à Pastoral da Saúde, onde foram tratados e curados. A partir desta experiência, firmam o compromisso de cuidar e levar aos seus semelhantes o alívio às dores que bem conhecem.
Outros citaram um ‘vazio pessoal’ que se preencheu a partir de seu trabalho como cuidadores.
Participaram do encontro desde jovens até pessoas da terceira idade, que ainda trabalham ativamente como cuidadores.

Formato:
Os encontros foram realizados em 2 dias, sendo que, no primeiro dia, além de uma dinâmica que resgata a história de vida (como agente de saúde) dos participantes, foram abordadas virtudes essenciais ao trabalho em grupo e no atendimento comunitário. Entre outras, falamos sobre: compaixão, amor incondicional, respeito ao ritmo do grupo, serenidade, virtudes relacionadas aos Florais de Bach. O primeiro dia termina com uma celebração, onde os grupos foram convidados a pensar em metas e compromissos para a conquista de um mundo melhor.
No segundo dia, trabalhou-se a filosofia do Dr. Bach e como ela pode servir de base na vida pessoal e profissional de cada um. Este dia foi dedicado também ao resgate da auto-confiança e do valor que cada um dos participantes tem para a Humanidade.


Algumas das atividades desenvolvidas:

 


Fazendo o Pão

Baile do Dr. Bach
Vida e filosofia de Bach através de dança e dramatização: refletindo sobre as diferenças.
Fazendo o pão: o grupo é convidado a preparar um pão. Os ingredientes não são ingeridos individualmente, mas, ao juntarmos todos eles, fazemos o pão que pode alimentar as pessoas.
 

Rio da Vida
Rio da Vida: através de um desenho, resgatar a história dos participantes, como agentes de saúde.

Brincadeira da bolinha
Atividade lúdica: através de uma brincadeira, abordar temas como o amor/doação incondicional, relacionado ao floral Chicory, e o ritmo do grupo, invocando o floral Impatiens.
 


Filosofia do Dr. Bac sob as árvores
Oficina: conhecendo a filosofia do Dr. Bach e discutindo como ela pode ser usada no cotidiano: como pessoas e como agentes de saúde.

Danças Circulares
Danças circulares: Encerrando os trabalhos com uma atividade que unisse todos os participantes em um só movimento e uma só música.
 


Conclusão:

Baseando-se nas opiniões que tivemos ao final dos trabalhos, podemos concluir que os encontros foram muito proveitosos. Os agentes estavam muito felizes e tinham um brilho no olhar. Sentiam-se reconhecidos e viram este momento como uma fonte onde pudessem tirar forças para seu trabalho e sua vida pessoal.
Ainda que o objetivo inicial fosse o de abrir um espaço para ‘cuidar dos cuidadores’, os resultados foram muito além, pois estes agentes tiveram a oportunidade de reconhecer a importância de seu papel, como pessoa e como agentes comunitários, na construção de um mundo melhor. Além disto, perceberam que, qualquer que seja a mudança necessária, ela deve começar no íntimo de cada um.
Jamais saberemos a extensão deste trabalho: alguns agentes queriam passar sua experiência para os demais agentes, outros, provavelmente aproveitaram o momento para refletir sobre si mesmos e trabalhar em transformações pessoais. Irmã Marialva nos diz que sempre que encontra com algum participante, ele relata sua alegria por ter participado do encontro e o quanto este momento foi importante para seu auto-conhecimento e seu desenvolvimento pessoal. Estes agentes, a partir deste momento, podem irradiar sua alegria, sua fé, sua esperança e a certeza de que, como dizia Dr. Bach:

“A vida não nos exige sacrifícios inimagináveis; pede-nos que façamos a jornada com alegria no coração e que sejamos uma benção a quantos nos rodeiam, de forma que, se deixarmos o mundo um pouquinho melhor do que era antes de nossa visita, teremos feito o nosso trabalho.”

 


Agradecimentos:
Este trabalho só foi possível graças à generosidade e dedicação de muitas pessoas que organizaram os trabalhos em cada cidade, trabalharam na cozinha, preparando refeições maravilhosas, nos hospedaram, nos transportaram entre as cidades, nos acolheram e cuidaram para que todos se sentissem em casa e felizes.
A todas estas pessoas nosso MUITO OBRIGADO!!

 
Pe. José Dillon
Irmã Marialva
Carmen Coelho
Luciana Chammas