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Falar
de Timor e dos Florais de Bach é uma a oportunidade de refletir
sobre o mistério: o mistério de aprender a viver e a morrer,
de empreender a caminhada pela Vida aceitando que a força
está em nós mesmos.
Há três anos e meio estou em Timor Leste. Conheci os florais
antes de partir como missionária, e já, então, percebi que
era uma esperança, mas, faltava a experiência.
Antes de falar sobre a história de Jonemia quero contar algo
da minha terra de missão.
Timor Leste é uma jovem democracia, com apenas 5 anos de Independência;
foi colônia de Portugal até 1975, depois foi invadida pela
Indonésia até 1999. Durante esses 24 anos sob o domínio da
Indonésia um terço da população foi massacrada. Sua economia
é de subsistência, o analfabetismo alcança uns 50% da população,
as doenças como malária, dengue, T.B.C., tifo, junto com a
fome, são problemas de difícil solução. Isso provoca angústia
e desconfiança no futuro dessa jovem nação, porém, a força
da vida está numa pequena semente...
Numa tal situação, eu, como mulher, procuro aliviar o sofrimento
dos meus irmãos e irmãs, trabalhando na escola, na prisão,
partilhando a vida com as mulheres viúvas, com órfãos, visitando
os doentes, arrumando a escola do meu bairro com os jovens
e homens. O surpreendente é que, apesar daa VIDA em Timor
Leste ser uma luta, seu povo é muito alegre, dá risada por
tudo e sempre tem uma piada para animar a jornada.
No ano 2006 comecei a acompanhar jovens com os Florais de
Bach, já que todos eles tinham alguma experiência de abandono
e trauma, produto da invasão da Indonésia. Vou falar sobre
Jonemia, que é uma das tantas órfãos, resultado da intolerância
e da violência em que Timor Leste está envolvido.
Quando conheci a Jonemia, vi uma menina que só chorava, não
falava. Ela e o irmão sobreviveram ao assalto da casa onde
moravam com a mãe e seus 7 irmãos, de idades entre 6 meses
e 17 anos. Numa noite de maio do 2006, uma turba de exaltados
assassinou e em seguida queimou a casa, por vingança. Durante
5 meses Jonemia ficou na Austrália como refugiada política
e recebeu assistência psicológica. Em novembro ela voltou
a Timor, continuou acompanhada pela psicóloga das Nações Unidas,
mas recusava-se a falar e quase não dormia; à noite acordava
gritando e chorando. Seu irmão, de temperamento extrovertido,
conseguia levar em frente a terapia, mas Jonemia não respondia.
Por essas coisas da vida partilhei, com uma amiga, a experiência
com Florais, que, por sua vez falou para outra e assim, um
dia me pediram para visitar e tentar falar com Jonemia. Na
primeira entrevista, expliquei-lhe como era que as essências
ajudavam, pedi-lhe para beber os Florais. Ela começou no mês
de dezembro e, após um mês, já começou a falar e sua atitude
mudou. Em janeiro voltou à escola, queria estudar e, aos poucos,
já não parava de falar como qualquer jovem de 13 anos. Ao
terminar o ano letivo, no mês de junho, Jonemia estava entre
os melhores alunos, realizando todas as atividades da escola
e da casa.
Para mim, a história de Jonemia é a historia de como a vida
e a força que está em cada um de nós, pode ser acordada com
a ajuda dos Florais de Bach. A vida de Jonemia não tem sido
fácil, mas ela acredita em si mesma e no amor. É uma menina
que dá risadas, que é carinhosa, sonha em ser uma profissional
e ajudar aos outros. Eu acho que cabe a nós ajudá-la para
fazer de seus sonhos realidade, por que seus sonhos são também
os nossos, sonhos de uma sociedade de Perdão e uma Cultura
da Paz.
Obrigada Doutor Bach!
Obrigada a todas as pessoas que tornaram possível que os Florais
de Bach tenham chegado no Timor Leste.
Irmã Maritza Guzman* SSpS - 24 de março 2008
*
Irmã Maritza Guzman é chilena e conheceu os Florais de Bach
no Jardim Miriam, em São Paulo. Não conseguiu completar todo
o curso, mas saiu do Brasil com um kit de Florais de Bach
Healingherbs, para levar, através de seu amor e dedicação
alívio e paz para um povo tão sofrido!
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